O candidato à presidência da câmara de Angra do Heroísmo pelo PSD, António Ventura, apresentou esta manhã “as linhas gerais do que virá a ser o futuro parque da cidade, um espaço de lazer e convívio, que compreenderá o Monte Brasil, o Relvão e o cais da Figueirinha”, afirmou.
Segundo explicou, a ideia “assume-se como um conjunto dedicado ao bem-estar dos cidadãos, mas com forte potencial ambiental e turístico, este atendendo ao facto de integrar a fortaleza de São João Baptista e o hospital da Boa Nova”, garantiu.
“A fortaleza de São João Baptista abrange cerca de quatro quilómetros de muralhas defensivas albergando a igreja de São João Baptista, a capela de Santa Catarina e o palácio dos Governadores, e sendo considerada a maior fortaleza construída pela Espanha em todo o mundo”, relembrou o candidato, que pretende ver “algumas zonas no Monte Brasil como habitat vivo de espécies endémicas, testemunhando a biodiversidade da ilha”, adiantou.
“O parque será um verdadeiro pulmão da cidade, sendo um local para todos, ou seja, acessível a crianças, idosos e deficientes”, até porque “interessa potenciar o uso social do Monte Brasil, uma das mais belas paisagens da ilha, num enquadramento que não afecte as características ambientais, geográficas e históricas do local”.
Falando no Relvão, após reunir com o comandante do Regimento de Guarnição nº1, e acompanhado pelo candidato laranja à junta de freguesia da Sé, Basílio Sousa, Ventura disse pretender “uma melhor acessibilidade e atractividade a todo este conjunto verde, designadamente um parque de estacionamento, a ligação rodoviária com a rua, um café e um restaurante panorâmico”.
O candidato do PSD quer ver criado “um corredor de saúde, através de um percurso pedonal ao longo da ligação Monte Brasil/cais da Figueirinha, bem como reabilitar os trilhos existentes no Monte Brasil”, onde se poderão “aumentar as zonas para piquenique e o miradouro, o mesmo que disponibiliza um dos melhores panoramas do concelho”, disse.
Para a elaboração de todo o projecto “serão chamados a participar engenheiros, arquitectos, historiadores e outras personalidades, sendo que a iniciativa será colocada à discussão pública, pois há particularidades históricas, ambientais e geográficas do conjunto”, além de que as intervenções a efectuar “necessitam do acordo do Ministério da Defesa e do governo regional”, justificou.
António Ventura recordou que “todo este projecto está interligado com a utilização do hospital da Boa Nova como Museu Militar, um projecto que já foi apresentado”, sendo que acredita “na validade da proposta, o que irá criar a concordância de todas as partes envolvidas na sua execução”, concluiu.
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